SERENITY
PARTE 1 - Chegadas e partidas
Por: Jair Nepomuceno
Era uma adorável manhã em uma Terça-feira de Abril, dia seis para ser mais exato,
um jovem desce do taxi carregando consigo uma mala e uma mochila às suas costas, chamava-se Morgan Vinne, seu destino o Hospital Psiquiátrico de Saint Sofhie, mais comumente conhecido como Serenity.
Vinne estava ali para dar inicio a sua jornada profissional, recém-formado na Princeton University e chegando por indicação do tio, um homem bem conceituado na cidade, tudo que ele queria era ganhar experiência para depois aventurar-se em uma carreira sólida, quem sabe montar uma clinica em Washington para viver perto dos pais.
O jovem foi recepcionado por uma mulher de meia-idade, gorda de sorriso fácil e demonstrando muita gentileza, do lado de fora do hospital dois carros de polícia e várias pessoas indo e vindo no saguão principal.
- O senhor deve ser o novo psicólogo, certo? - Perguntou-lhe a bondosa mulher.
- Sim senhora! - Respondeu o jovem de aparência esbelta distribuída em um metro e oitenta e cinco de altura.
- O senhor por gentileza aguarde aqui, irei chamar o Doutor Antony.
A recepcionista afastou-se e foi atrás do Doutor Antony Seiks, o diretor do hospital, enquanto aguardava o rapaz ficou observando aquele pequeno frenesi, enfermeiros e alguns policiais conversavam, com certeza algo havia acontecido ali, e pelo tumulto era algo grave.
A mulher voltou em menos de dez minutos e com um aceno de mão, o chamou ainda com o sorriso no rosto, ele atendeu prontamente e a acompanhou, não conseguiu segurar a curiosidade.
- O que houve aqui?
- Uma coisa horrível! - Respondeu a senhora.
- Uma coisa horrível de que tipo? - Insistiu Vinne.
- O Doutor Antony vai lhe dizer. - Ela para em frente a uma porta gira a maçaneta e fez menção para que ele entre, ao entrar se depara com o diretor do hospital claramente nervoso e dois outros homens juntos a ele, um com a farda azul impecável da polícia local e o outro com um pequeno caderninho fazia anotações, rapidamente imaginou que esse poderia ser também alguém da polícia.
- Entre meu jovem! - Saldou Antony, - Seja muito bem-vindo!
- Obrigado Doutor!- Respondeu o rapaz ainda meio desconcertado.
- Venha cá. - Continuou o diretor. - Deixe-me apresenta-lo ao detetive Malcon Reedus.
Vinne e o detetive se cumprimentam, em seguida, o jovem estende a mão também ao outro policial.
- Ele conhecia a vitima? - Indagou Malcon ao diretor.
- Não, não. - Respondeu Antony. - Ele chegou hoje de viagem, vai trabalhar conosco.
- Entendi.
- Que droga, meu rapaz! - Disse o diretor. - Uma merda você ter chegado justamente hoje. É realmente lamentável.
- O que houve aqui? - Indagou Morgan.
- Um assassinato! - Respondeu-lhe sem pestanejar o detetive.
CONTINUA...
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