Hanna Fisio

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

SERENITY

PARTE 29- CONTRA A PAREDE
Por Jair Nepomuceno

A pressão a respeito de algo que nos perturba serve para avaliarmos as saídas, muitas vezes, a saída escolhida  pode se tornar árdua.

   Antony nunca se sentiu ameaçado, na verdade a sua forma arrogante de ser o blindava a respeito de quase tudo, mas os acontecimentos em Serenity fez com que ele mostrasse a parte frágil que o seu ego insistia em esconder.
  Malcon era um investigador determinado, muitas vezes exagerado e isso já o havia colocado sob maus lençóis perante a procuradoria da polícia, mas isso não o fazia mudar, muito pelo contrário, já que a sua determinação e todo o exagero em determinadas situações o levara a ganhar condecorações e agradecimentos por importantes serviços prestados a cidade de Saint Sofhie.
- Você conhece Will Lennon? - Indagou Malcon ao Doutor Antony.
- No momento não me recordo de conhecer ninguém com esse nome, eu deveria?
- Levando em consideração que ele trabalha para White Fenix, a empresa que instalou  circuito de segurança desse hospital já em sua gestão, e ser o próprio Will que da o suporte técnico e manutenção, acredito que você deveria sim.
- Certo, me lembrei do sujeito! - Disse o Gestor. - Mas o que tem ele?
- Ele me disse que depois do assassinato de Poll em que as câmeras de segurança não estavam funcionando justamente no local do crime, ele se prontificou em vir aqui corrigir o problema, disse que falou com você e de sua parte recebeu um impressionante não como resposta.
- De fato ele me telefonou, mas convenhamos, tudo aquilo foi complicado, eu estava sob pressão a respeito da morte de Poll Austim, não vejo isso como crime!
- Pois eu vejo! - Disse sem pestanejar o policial, continuou. - Você teve um assassinato e mesmo sabendo que as câmeras de segurança ajudariam e muito nas investigações simplesmente não se preocupou em conserta-las! Isso soa para mim muito suspeito!
- Você está insinuando que eu tenha alguma ligação com esses assassinatos?
- Eu só te digo uma coisa, Doutor. Se alguém for solto em uma savana em território selvagem na África, ele tem mais chances de sobreviver que no Jardim de Serenity! Andar em seu hospital é uma aventura!
- Ironias nesse momento não são nada aceitáveis, Malcon! Você deveria respeitar!
- Ironia? Não, antes fosse. Sabe qual o animal que mais mata na África?
- Não sei e isso pouco me importa, não moro na África! - Respondeu Antony irritado.
- Mas eu vou te falar pra enriquecer seus conhecimentos gerais. O hipopótamo é o animal que mais vitima os seres humanos, ele é um animal extremamente territorialista, vi isso no National Geographic. Parece que temos aqui no seu hospital um hipopótamo que precisa ser preso antes que mate mais gente, só que esse animal daqui de Serenity tem a vantagem do Diretor dessa espelunca ser no minimo negligente!
- Eu não vou ficar aqui ouvindo seus devaneios, Malcon! - Esbravejou o gestor. - Se essa tua visita for informal, não tenho que te responder nada, quer me indiciar por negligência, faça isso, mas não pense que vou ficar de braços cruzados!
- Por enquanto vou ficar só com a opinião de que você foi negligente, mas não ache que eu me sinto intimidado. Eu te conheço ha vinte e cinco anos, Antony! Fomos amigos de infância e estudamos juntos. Você se mudou pra Boston e permaneceu por lá por quase dez anos, esse tempo pode mudar uma pessoa, não duvido que tenha te mudado. Eu segui a carreira na segurança e você na saúde. Te respeito por tudo que você é, considero bastante o fato de sermos velhos amigos, mas vou só te dar um aviso. Se eu descobrir que você tem alguma ligação, por mais ínfima que seja nesses assassinatos, eu te coloco na cadeia!
- Eu tenho muito o que fazer! - Antony dar as costas para Malcon e entra em seu escritório batendo a porta com força, o policial se vira e percebe Mellissa na recepção, lembrou-se da conversa que havia tido com Vinne, decide então ir até ela.
- Oi!
- Oi! - respondeu a recepcionista que também era enfermeira.
- Mellissa, certo?
- Sim, desde que nasci. - Disse a moça sorrindo.
- Ouvi dizer que você gosta de armas!
- Eu não!
- Então não é verdade que você coleciona armas antigas?
- Não senhor! É meu marido quem coleciona!
- Mas eu soube que você comprou e recebeu aqui mesmo em Serenity uma arma!
- Sim, isso mesmo!
- Era uma espada, certo?
- Sim senhor!
- Posso dar uma olhada nela?
- Sinto muito mas ela não está comigo!
- Entendo! Você a levou para casa?
- Não senhor! Ela sumiu do meu armário!
- Ela sumiu do seu armário?
- Foi! Por que, algum problema? - A moça já demonstrava inquietação.
- Pensa aqui comigo! Uma pessoa foi morta e o assassino usou um objeto cortante! Você recebeu às vésperas do assassinato uma espada e segundo diz, a espada não está com você, essa arma foi roubada! Isso me parece no minimo estranho!
- Pelo amor de Deus! Eu não fiz nada!
- Calma! - Disse o policial sorrindo espalmando as mãos. - Não a estou acusando de nada! Mas vou te pedir que compareça hoje no fim da tarde no Distrito policial e de preferencia que leve uma foto ou algo parecido da tal espada.
- Eu irei!
- Telefone para o seu marido, quero que ele vá também!
- Por que? - Mellissa se mostrou assustada.
- Apenas faça o que eu estou pedindo!
O Investigador sai de Serenity, antes de entrar na viatura policial da uma ultima olhada para o hospital, nesse momento viu o que parecia ser uma criança no terraço do prédio,..

CONTINUA...





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