ENTRE O DESTINO E O AMOR
PARTE 6 - SEGUIR EM FRENTE
Depois de um episódio traumático é natural que as idéias mudem, é compreensível que surjam novos planos e opiniões, para Evans, a sua vida estava lhe tornando mutante, a pior dor nem sempre é vem de forma física, mesmo após agressões como foi submetido pelo irmão de sua ex-noiva.
Ele estrava sentado na varanda quando Adrianny e Fredie chegaram, no primeiro momento percebeu que a sua irmã demonstrava muita irritação, os olhos vermelhos anunciavam que pouco antes ela havia chorado, o amigo sentou aos eu lado e Anny entrou direto, foi buscar algo para beberem.
- Aconteceu alguma coisa? - Indagou Evans.
- Ela topou com o estrume falante!
- Quem?
- Quem mais, cara?
Evans respirou fundo, seu lado esquerdo do rosto apresentava um hematoma causado pelo soco desferido pelo agressor.
- Ela topou, ou foi atrás dele?
- Cara, ai é com ela. Vocês deveriam conversar, se eu não chego na hora era capaz daquele covarde tê-la agredido. Eu a impedi de ir pra cima dele com um pedaço de pau!
O outro coloca as duas mãos na cabeça, e na sua mente vem uma frase " - Meu Deus!" A valente menina retorna com uma jarra de suco de limão com dois copos, se senta junto com os dois.
- Por que você fez isso, Anny?
- Não quero falar sobre isso, o que está feito, está feito!
- Aquele cara é perigoso! - Disse Evan.
- Eu sei. - Falou imediatamente a irmã enquanto enchia o copo com suco e entregava a Fredie. - E é por saber disso que eu sinceramente acho que aquela família não te merece!
- Eu a perdi!
- Ela que perdeu você! - Enfatizou Anny.
- Quando fiquei cara a cara com ela percebi que a havia perdido para sempre!
- Como assim, amigo? - Perguntou fredie.
- Eu vi os olhos dela, aquela paixão, aquela luz, o brilho mudou! - Evans se emociona. - Ela não sente rigorosamente mais nada por mim!
- Ela nãos ente porque nãos e lembra!
- Não, Anny! Você não entende. Quando eu a conheci o olhar dela foi diferente e a gente nunca havia se visto antes.
Adrianny toca os eu rosto e tenta contornar.
- Mas é diferente. Na época que você a conheceu era outra circunstância, ela não estava comprometida com outra pessoa. - Anny o abraça, Fredie toma a fala.
- Cara, eu acho que a vida te deu outra oportunidade, por mais doloroso que possa parecer é uma outra oportunidade. Veja só o exemplo que você teria como cunhado e sogro, duas desgraças ambulantes. E nem adianta dizer que iria se casar com kate e não com eles, essa parada de dizer isso seria tentar tapar o sol com peneira, minha mãe sempre me disse que quem casa, casa com a família toda. Meu irmãozinho, o download vem completo!
- Fredie tem razão! Quem sabe tenha sido essa o propósito do acidente, te dar uma nova perspectiva de vida, de constituir uma família!
Evans levanta a cabeça do colo da irmã e olhando nos olhos dela pergunta:
- Você acredita mesmo nisso? - Ela acena que sim e ele continua. - Para Deus me mostrar isso precisou causar um acidente e envolver quatro pessoas, inclusive tirando a vida de uma delas? para com isso! Não acredito em destino traçado se esse não for por você mesmo! O que aconteceu foi um acidente, o que veio depois foram consequências dele, qualquer outra coisa que possa parecer estranha ou resposta para algo será pura coincidência!
- E o que você pretende fazer? - Indagou Fredie.
- Eu pensei muito e acho que preciso ainda colocar as ideias no lugar, não decidi nada a respeito do que fazer, não posso simplesmente jogar uma história no lixo.
- Eu respeito isso, mas só te peço que você fique longe da Kate. - Disse o amigo.
- Não sei se será possível, eu amo demais aquela mulher!
- Use a razão, por favor use a sua inteligência, meu irmão! - Disse Anny. - Eu sinceramente odeio aquela família, vou dormir. Boa noite para vocês!
Adrianny vai par ao seu quarto, toma um banho demorado e enquanto isso martela dentro da cabeça uma decisão, não estava disposta a ficar calada, a fica sem ação, afinal, as agressões verbais de Greg precisava de uma resposta. Ao menina de olhos castanhos já havia decidido o que fazer, talvez não no dia seguinte, mas o troco viria muito, muito breve.
O dia amanheceu, quando Evans acordou já estava sozinho em casa, pesquisou na internet sobre o acidente, Fredie estava de viagem para Treton, iria passar dois dias por lá, na noite anterior chegou a convidar o amigo para ir junto, seria uma forma de fugir um pouco daquele clima, mas Evans recusou o convite. Quando alguém bateu á porta imaginou que fosse ele, já que Fredie havia dito que passaria pela manha em sua casa antes de pegar a estrada, a sua surpresa ao recepcionar o visitante foi imensa, já que não o seu amigo e sim Elizabeth Moore.
- Bom dia! - Disse a elegante senhora. - Posso entrar?
Evans ainda estava surpreso, mas retornou do estado de " paralisia".
- Me desculpe senhora Moore, claro sim! Por favor, entre!
- Obrigada!
- A senhora desculpe o mal jeito, acabei de acordar! Aceita alguma coisa? Um café, ou algo assim?
- Não se preocupe com nada, estou bem!
- Por favor, fique à vontade!
Elizabeth estava notoriamente desconcertada, mesmo assim tentou relaxar, sentou-se em uma poltrona de frente ao sofá em que ele estava se acomodando.
- Como você está?
- Se a senhora está referindo-se ao ocorrido de ontem, estou com o corpo bem dolorido!
- Meu Deus! - Ela chorou, Evans tocou-lhe a mão.
- Por favor, senhora Elizabeth, não fique assim! Sou grato pelo que a senhora fez!
- Ele agiu como um animal! Juro que nunca imaginei que um dia iria ter o desprazer de assistir uma uma cena de barbarie vinda do Greg! Eu sei que ele é uma pessoa complicada, de personalidade complicada, mas ainda assim não esperava por uma atitude tão irracional! A gente nunca espera!
- A senhora não tem culpa!
- Tenho. De certa forma, eu tenho! Eu também o criei! Então se ele falha como ser humano, eu falho como mãe!
- Não pense isso! A kate é um exemplo de quão bem educada ela foi! A forma de alguém se tornar uma pessoa como o Greg não quer dizer que seja falha na criação, muitas vezes as pessoas mudam por vários fatores. Má companhia, por exemplo.
- George sempre foi na contramão em relação ao filho, seu jeito machista pode ter interferido sim, no modo como Gregory leva a vida louca hoje.
- Então se existe um culpado, com todo respeito, é o seu marido!
- Mas eu me omiti! Vi as coisas acontecendo e me calei, faltou pulso! A culpa é minha também!
Evans se levanta do sofá, caminha um pouco para a esquerda de onde ela estava e diz:
- Se há alguma culpa por parte da senhora, eu a perdoo!
Elizabeth se levanta e o abraça, em seguida continua o diálogo.
- Mas eu não vim aqui só para falar sobre o ocorrido de ontem!
- Eu imaginei que não!
- Além de saber como você estava, o intuito também tem a ver com a minha filha!
- Kate viu tudo, não foi?
- Sim! E logicamente que reprovou. Meu rapaz. - Elizabeth segura as duas mãos de Evans. - Eu sempre gostei muito de você! Eu sempre soube dentro do meu coração que Catherine seria feliz ao seu lado! Sinceramente eu queria muito que as coisas tivesse sido de outra forma, sinto muitíssimo por toda dor que vocês passaram e a que você está passando agora.
- Eu acredito na senhora!
- Então em respeito a essa crença que tem em mim e em nome do amor que eu sei que sente por Kate, te peço para que você não a procure mais!
Evans larga as mãos de Elizabeth, seu olhos marejam e entre um sorriso molhado por lágrimas que escorrem por seu rosto branco ele diz:
- A senhora está me pedindo para que eu esqueça o amor da minha vida! Que eu posso simplesmente sair por aquela porta e seguir a vida como se nada tivesse acontecido.
- Não! Não estou pedindo que você esqueça o seu passado, ou algo do tipo. Mas entenda que ela está prestes a se casar! Ela gosta do Philip, ele é um bom rapaz, assim como você!
Evans balança a cabeça negativamente com mãos na cintura, depois vira-se para Elizabeth.
- Por que vocês não contaram a ela sobre mim? Por quê?
Elizabeth respirou fundo, seu olhar ficou tristonho, nesse momento alguém toca a campainha, era Fredie, mas nem precisou que Evans abrisse a porta, ele mesmo abriu a porta e entrou, ao perceber a visita, pede desculpas e diz que irá aguardar do lado de fora, mas Elizabeth intervém.
- Não precisa, Fredie! Eu já estava de saída! - A mãe de Catherine aproveita o momento e sai depressa, mas não sem antes se despedir dos dois.
- Bem na hora, heim Fredie!
- O que ela queria?
- Veio conversar sobre algumas coisas!
- Nossa! Que mulher gata! Olhe para a mãe e saberá como a filha ficará na velhice!
- Você é um doente, Fredie! - Fala Evans sorrindo.
- Ela é linda! Eu acho!
Os dois interrompem os elogios a Elizabeth Moore e falam sobre a viagem.
- Está indo agora para Treton?
- Esperando a Michelle! Ela resolveu ir junto, vou pega-la em um hora!
Evans toca o seu ombro, estava pensativo, o amigo percebeu mas nada mencionou a respeito, preferiu aguardar e esperar o próximo ato.
- Fredie, o cara que causou o acidente, o que aconteceu a ele?
- Ele foi condenado há dez anos de prisão, mas como ele permaneceu no local do acidente, chamou a emergência e assumiu o erro por ter bebido, a corte acabou reduzindo pela metade a condenação. Ele ficou preso por dois anos e depois foi concedido o beneficio de trabalho comunitário. O cara era réu primário, cumpriu tudo que foi exigido.
- E onde ele está hoje?
- Em casa, eu acho. Ouvi dizer que ele trabalha pitando muros e coisas do tipo, quem o conheceu antes, disse que ele está acabado. Ninguém o tem visto andando por ai.
- Sei.
- Por quê?
- Só curiosidade.
- Não está pensando besteira né?
- Claro que não! E qual o nome dele?
- Tony Simon! Esse Tony, vem de Antony, eu acho.
- Ele tira uma vida e acaba com outras duas e a justiça o perdoa.
- Ele não foi perdoado, Evans, ele cumpriu segundo o que a justiça entendeu que era a sentença certa, o cara não teve vida boa.
- Acho que você tem razão!
- Não quer mesmo viajar comigo? Há duas vagas no carro, só irão Michelle e Caleno comigo.
- Não, obrigado! Um cara baixo astral tem mais é que ficar em casa. Além do mais preciso completar a fisioterapia.
- Se precisar de algo me telefona, cabeçudo!
- Pode deixar!
Fredie se despede pouco depois e vai embora, Evans tem outros planos, o táxi chega e ele vai ao destino, precisava ir á empresa, precisava assinar uns papeis, mas no meio do caminho faz uma parada, estava disposto a confrontar o seu passado, ainda magoado por ter quem sabe, perdido o seu grande amor, a vida que levaria dali em diante dependeria em parte de algumas coisas, entre elas o que julgava está fazendo.
Bateu à porta, repetiu algumas vezes até que alguém o atendesse, era um homem de aproximadamente cinquenta anos, barba por fazer, barriga avantajada.
- Pois não?
- Por favor. - Disse Evans. - Gostaria de saber se Tony Simon está!
- Sou eu!
CONTINUA...
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