Hanna Fisio

quarta-feira, 12 de abril de 2017

ENTRE O DESTINO E O AMOR
FARPAS - PARTE 5

    Elizabeth telefona para o marido e ele chegou em casa o mais rápido que pôde, encontrou-a ainda nervosa, sentada no sofá marrom da vasta sala de visitas, ele foi até ela, percebeu que a esposa estava preocupada e inquieta.
- Eu estava com o veterinário lá no aras cuidando de um cavalo doente. E esse cavalo doente irá correr em trinta dias, portanto, espero que seja algo muito importante que você não poderia adiantar por telefone!
- O Evans foi até a floricultura!
- Como é que é? - George encheu-se se raiva instantaneamente.
- Ele esteve lá!
    O nervoso homem segura a esposa pelos ombros e a levanta do sofá.
- Ele falou com a Kate?
- Sim, mas não mencionou nada a respeito do acidente ou qualquer coisa que você sabe qual é.
- Desgraçado! - George solta os ombros da mulher e nervoso fica andando de "lá para cá" na sala. - Ele vai se entender comigo!
- George! - Aumenta o tom da voz. - O Evans foi agredido de forma selvagem por nosso filho!
    O homem para de repente, chega perto da esposa e a olha nos olhos com uma expressão que unia surpresa e alívio ao mesmo tempo.
- Você está dizendo que o Greg bateu nele, literalmente?
- Sim!
- Bem feito!
- Como você pode dizer isso?
- Ele foi avisado! Eu fui pessoalmente na casa dele, você sabe. Eu o avisei para ficar longe de Catherine.
- Meu Deus! - A mulher enche os olhos com lágrimas que aos poucos escorriam por sua face. - Você compactua com essa atitude covarde!
- Covarde? - Grita o esposo. - Você está chamando o nosso filho de covarde porque ele estava defendendo os interesses da família? De que lado você está, heim?
- Ele estava magrinho! Não precisava da violência. Ele já estava indo embora quando Greg apareceu e o espancou! Meu Deus! - Beth agora chora copiosamente.
- Ei. - George a abraça. - pare com isso! Não aconteceu nada de mais grave.
- Por favor, me jura que não vai permitir que o Greg faça isso de novo! Evans sempre foi um bom menino!
- Eu irei conversar com o Greg, prometo.
- Quero que você o proíba de fazer aquilo de novo! 
- Acredito que não haverá necessidade de fazê-lo, o Evans já deve ter entendido o recado.
- E se ele for à polícia? - Beth enxuga as lágrimas com as costas da mão. - Ele saiu cambaleando, ele foi agredido!
- Não se preocupe com isso! O delegado que está na cidade é meu amigo particular. Ele está substituindo aquele pulha do Edgard enquanto ele estiver de férias!
    Elizabeth deixa o marido na sala e vai para o quarto, George sorrir sem que a esposa perceba, estava contente pela atitude do filho, ajeita a camisa e sai de casa.
    Oito horas se passaram após o ocorrido, Evans estava em casa sentindo a dor das pancadas, doía muito fisicamente, mas no fundo, a dor psicológica era ainda mais dilacerante,  enquanto isso, Kate se encontrava com Philip, o noivo, ele a aguardava no restaurante Bahamas para jantarem.
- Me perdoe, kate! - Disse o rapaz enquanto puxava a cadeira para que a linda jovem sentasse. - Me desculpe por não ter podido ir busca-la, mas precisei fazer uma reunião com dois fornecedores.
- Não tem problema! - Respondeu Ela. - Sandy me trouxe até aqui.
- Que cara é essa, meu anjo? - Indagou Philip.
- Aconteceu uma coisa bizarra hoje!
- Foi mesmo? O que?
- Greg espancou um rapaz! Se não fosse a minha mãe, só Deus sabe o que teria acontecido! Ela interveio e ele parou de bater no rapaz!
- Nossa! Que coisa terrível! Por que ele fez isso?
- Eu não sei bem! Perguntei a mamãe! Ela só disse que houve um desentendimento entre eles! Greg foi embora e até agora não falei com ele. Liguei para o seu celular, mas ele não atendeu!
- Eu acho que não há justificativa para que uma pessoa espanque a outra! - Disse Philip. - Mas é preciso saber o que motivou o seu irmão a cometer isso!
- Sabe o que é mais bizarro, amor? - Perguntou kate.
- O quê?
- O cara que ele espancou havia entrado na loja, eu o atendi. Não vi nada de errado com ele, até o achei bem educado! Só que o olhar dele parecia, sei lá, que estava me admirando como se eu fosse uma pessoa que ele conhecia!
    Philip coça o queixo, esboça um sorriso e diz:
- Ele deve ter se apaixonado por você à primeira vista! Quem não se apaixonaria? - Sorrindo dar um beijo na noiva.
- Para com isso! O negócio foi muito sério! Coitado do rapaz! Greg parecia um psicopata!
- O seu irmão sempre teve o estopim curto! Eu já disse a ele que é preciso trabalhar esse defeito. Pessoas com estopim curto costumam tomar atitudes levados pela emoção do momento, e pode acabar fazendo uma besteira muito grande!
- Eu concordo! Como hoje, por exemplo, Isso porque você não viu a forma como ele partiu pra cima do cara!
- Tudo bem! - Philip segura as mãos de Kate. - Amanha eu converso com ele lá na minha sala a respeito disto, vou aproveitar que  preciso renovar o patrocínio da equipe dele, vai vencer daqui há dois meses, não quero deixar pra ultima hora! Vamos esquecer essa história da agressão por hoje, tudo bem?
    Kate concorda com um balançar de cabeça, em seguida abre o cardápio para escolher o que  iria pedir, seu noivo faz o mesmo.
    Greg estava no bar que costumava frequentar, sentado no parapeito de madeira ainda se vangloriava com os dois amigos a repeito do que havia feito, nem viu Adrianny se aproximar que aos gritos foi anunciando a sua fúria.
- Seu desgraçado covarde! - Ela arremessa uma lata vazia de cerveja que atinge o ombro de Greg que revida com gritos:
- Está ficando maluca, sua vadia! - Um dos amigos segura o seu ombro, o outro apenas sorrir, era Mike, primo de Philip.
- Covarde! Você agrediu o meu irmão mesmo sabendo do estado de saúde dele! Está achando que isso vai ficar assim?
    Greg desce os degraus de madeira do bar e se aproxima um pouco mais de Adrianny, se os gritos da moça não tivesse chamado a atenção de tanta gente que estava no local, provavelmente ele a teria agredido também.
- O que você pretende fazer, heim? O seu irmão é um escroto e puxa-saco! Ele foi avisado para não se aproximar da floricultura! Foi lá e recebeu o que merecia!
- Eu queria ver essa valentia para enfrentar alguém do seu tamanho, seu merda! - Esbravejou Anny.
- Vai procurar um macho, sua vadia! Ninguém te quer, então se precisar de uma forcinha, meu pai tem um aras e lá tem uns cavalos! - O rapaz gargalha e isso a enfurece, quando Adrianny apanha um pedaço de pau para ir até Greg, uma mão a segura, era Fredie.
- para com isso, Anny! - Disse ele desesperado enquanto tirava a "arma" da mão da moça. - Não vale a pena!
- Ele espancou Evans!
- Eu sei, mas não vale a pena! vamos embora! - Fredie abraça a menina, olha para trás e quando ver o outro gargalhando, não resiste e diz. - a gente só se encosta em um monte de bosta se tiver distraído!
- O que foi que você disse? - Gritou Greg. - Seu musico de quinta categoria! Fodido!
- Posso ser um músico de quinta, mas pelo menos não vivo ás custas de um cunhado rico, eu trabalho! Você sabe o que significa trabalhar, seu ignorante de merda? procure no dicionário!
    Greg corre em direção de Fredie, mas uma voz forte o faz parar.
- Greg! - Gritou George. - Pare isso agora!
- Ele me ofendeu, pai!
- Ele é um pobre coitado! Um fracassado! - Disparou George.
- Fracassado mas nunca tive que responder processo por assédio!
    O pai de Kate se vira rapidamente em direção a Fredie que estava abraçado a Anny, e caminhavam lentamente para longe do lugar, mas George apontou o dedo a Greg fazendo menção que ele ficasse ali parado, em seguida se dirige  até o outro rapaz e pede para que ele espere, mas Fredie não obedece, continua caminhando, o homem então apressa os passos e o alcança.
- Presta muito atenção no que diz, garoto! Não me conhece! 
- O senhor está me ameaçando?
- Não faço ameaças! Mas quando vejo um idiota como você falando merda, a vontade que eu tenho é de quebrar todos os dentes!
- Vejo que violência é de berço na sua familia! - Desta vez foi Adrianny quem falou.
- Eu fui inocentado da acusação de assédio e processei a garota por danos morais, portanto, não fale o que você não sabe.
- Liza nunca respondeu a processo algum vindo do senhor! - Disse Fredie. - Ela foi embora da cidade porque se sentiu acuada.
- Ela foi embora depois de fazer um acordo, seu estúpido! Ela me procurou e implorou para que eu retirasse a queixa, em troca iria embora de Bonnick! Eu nem sei porque estou te dando satisfações!
- O que o senhor quer? O seu filho espancou o meu irmão, eu esperava que o senhor como pai, colocasse um cabresto naquele psicopata que chama de filho!
- O seu irmão sabia que não era para ir lá, foi e assumiu o risco! Deu no que deu! Mas eu irei conversar com o Greg, não aprovo o que ele fez! Mas peça para que Evans evite ir lá novamente.
- Quem demarcou o território? - Fredie toma a fala. - Foi o senhor? Como fez isso? Urinou nas proximidades como fazem os animais territorialistas? Só se for, porque quem tem poderes para delimitar isso é um juiz, e até onde eu saiba o senhor é apenas um tratador de cavalos!
    George segura o colarinho de Fredie, mas respira fundo, várias pessoas assistiam o desenrolar daquele imbróglio, não podia agredir o rapaz, não ali, sua reputação iria à lama, envés da agressão preferiu sorrir, mesmo que por dentro quisesse espancar o garoto.
- Da próxima vez que me desrespeitar, irei esquecer os protocolos de boa conduta e irei te quebrar à cara! - Disse George quase sussurrando. - Agora vá embora daqui que é o melhor que você pode fazer!
    Fredie segue o seu caminho levando consigo a irmã do seu amigo, se dirigem rapidamente para casa, com certeza Evans precisava deles, enquanto isso, Greg entra no carro do pai e a exemplo do casal, também vão embora rapidamente.
    Durante o percurso, pai e filho conversam a respeito da surra que Evans foi vitimado, George sorrir e cumprimenta o filho, revela que por muito pouco não arrebentou Fredie e a garota, isso deu a Greg ânimo para dizer que se o seu genitor assim quisesse, ele iria ainda naquela noite na casa do Rapaz e o espancaria, mas o pai não o encorajou, disse que não er ao momento certo.
    Assim que chegam em casa se deparam com Philip e Kate que estavam na varanda, o noivo na verdade, estava já de saída, mas ao ver o sogro e o cunhado chegando resolve espera-los para cumprimentá-los antes de ir embora.
- Boa noite, senhor George! Boa noite Greg!
- Boa noite, meu rapaz!
- Onde onde vocês estavam? - Perguntou kate.
- Fui buscar o seu irmão, precisava conversar com ele!
- Cara, o que foi aquilo? - Indagou a moça olhando para o seu irmão.
- Não quero falar sobre isso agora! - Disse Greg.
- Eu preciso ir. - Disse Philip, em seguida beija a testa da noiva que se despede e entra em casa.
- Não estou te expulsando! - Disse George sorrindo ao genro.
- Eu sei que não! - Respondeu Philip com uma certa simpatia. - Preciso ir porque amanha muito cedo preciso ir ao galpão, aquilo lá está uma bagunça!
- Se quiser eu vou no seu lugar! - Se habilita o cunhado.
- Tem certeza? Eu acho que não! Afinal soube que você teve um dia de muitas emoções!
- Não quero entrar nesse assunto agora, Philip.
- Não falei por mal!
- Você e as pessoas não me conhecem, mas adoram me julgar!
    Philip já estava entrando em seu Porsche AG Green light, mas diante desta afirmativa de seu cunhado volta e diz olhando nos olhos de Greg.
- Acho que você está me confundindo, Greg. Não te julguei, aliás, não costumo julgar as pessoas, fiz um comentário inocente, mas peço desculpas, pode mesmo ter sido fora de hora. 
- O que é isso? - George abraça o genro. - Não precisa se desculpar, heim, Greg?
- Claro que não! - Confirma o filho.
- Preciso sim! Eu não tenho o hábito de fazer brincadeira do tipo, mas já que aconteceu o negócio da agressão que você fez, e tal, vou aproveitar o oportuno para te dizer que dentro da W. Menson, preciso que você tenha controle sobre seus atos, entende?
- Acho que você está confundindo a minha vida pessoal com a profissional! - Disse Greg. - O que aconteceu hoje foi algo particular e eu preciso que respeite o fato de eu não querer falar a respeito.
    Philip balança a cabeça negativamente e reafirma.
- Eu acho que você não me entendeu. Quando eu disse que precisava que você tivesse controle dentro da empresa, não estou de forma alguma querendo saber nada sobre o ocorrido de hoje, isso é problema seu. Mas eu tive duas reclamações de funcionários nos últimos oito dias que relataram que você os interpelou de forma abrupta. Não aceito esse tipo de comportamento de quem quer que seja dentro da W. Menson. Meu pai sempre primou pelo respeito aos funcionários a quem ele sempre chamou de colaboradores, e esse ensinamento vem desde o fundador da empresa que era o meu avô.  Por tudo isso, peço que você tenha um pouco mais de polidez ao tratar os subordinados, afinal, você tem um cargo de gestor.
    Greg concorda com a  cabeça, por dentro estava enraivecido, queria esganar o seu cunhado, se conteve, em troca recebeu um aperto de mão de Philip, que desejou boa noite aos dois, entrou em seu carro e partiu, o pai abraçou o filho rebelde e em seguida entraram em casa.



CONTINUA...






    

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