Hanna Fisio

quinta-feira, 2 de julho de 2015

SERENITY

PARTE 17 - FREEDOM
Por Jair Nepomuceno

Encontrar razões para seguir adiante se torna muitas vezes, algo como andar na corda bamba, nem tudo é ponta de iceberg.

No distrito policial um certo Delegado interino rasgava papeis e dava socos sobre a mesa, estava visivelmente chateado, irado talvez fosse a melhor definição, esbravejava pela sala e toda essa raiva e revolta estava sendo alimentada por causa de um habeas corpus.
- Não é possível! - O grito estava mais alto, a sua frente um advogado que representava Serenity. - Como que um Juiz da a um assassino a liberdade para que ele tenha uma chance de fugir?
- Não vim até aqui para discutir com o senhor os motivos que o Meritíssimo Juiz desta Comarca possa ter tido para liberar esse habeas corpus. Só vim aqui para lhe entregar o documento e exigir que liberte o meu cliente agora mesmo!
- Isso tem dedo do Antony, não tem?
- Malcon, se tem ou não, isso pouco me importa, só quero que liberte Daryl Fox imediatamente!
- Você é um cretino, Luca. - Esbravejou o Delegado apontando o dedo ao Advogado, que por sua vez, continuava sereno. - Você só não, Antony é um cretino ainda maior! Diga isso a ele!
- Não vou dizer nada! Não tenho nada a ver com seus problemas com ele!
Malcon pega o documento abruptamente das mãos de Luca, em seguida sai da sala gritando pelos corredores, pouco tempo depois, Daryl estava recebendo os seus pertences e se dirigindo para à porta da frente do distrito, para a liberdade.
O psicólogo estava entrando em um táxi quando alguém subitamente chega até ele ainda demonstrando muita irritação.
- Não pense você que vai se safar dessa tão facilmente seu bosta! - Disse o delegado quase encostando a sua testa na testa de Daryl. - Você venceu aqui uma luta, mas a guerra eu certamente vou rir por ultimo!
- Qual guerra?  - Indagou o psicólogo. - Não existe guerra alguma, a unica coisa que existe aqui é o seu ego ferido por não ter conseguido me manter preso usando de meios legais. A justiça foi feita, a sua guerrinha particular nada me importa!
- Não te importa? Fico triste em ouvir isso e certamente será um pouco desconfortável para você, já que pretendo seguir cada passo seu. Vamos ver se vai continuar com esse discurso!  
Daryl sorrir e entra de vez no táxi, ao entrar disse o nome do local que seria o seu destino, o carro amarelo desce a avenida acompanhado pelo olhar meticuloso de Malcon.
Durante o percurso até Serenity o psicólogo coloca a bateria no seu aparelho celular, viu que havia mensagem de voz, ficou curioso e no caminho ouviu cada uma das que havia na caixa de mensagem, a viagem durou menos de quinze minutos, ao descer do carro já na porta do hospital foi recepcionado por Michael.
- Bem vindo de volta! - Apertou a mão do ex-detento.
Daryl estava ansioso, não conversou com ninguém, apressou-se em ir até a sala do diretor sem escalas, vários funcionários o olhavam e cochichavam uns com os outros, mas ele ignorou completamente os olhares e não fez força para ouvir nenhum comentário por parte daquela gente, tudo que desejava naquele momento era conversar com Antony.
A porta da sala do Diretor estava encostada, o psicólogo a empurrou sem cerimônia, o Doutor Antony estava assinando uns papeis que Brenda aguardava.
- OLha só quem retornou! - Cumprimentou o gestor do hospital.
- Vai demorar ai com essa mocoronga? - Esbravejou Daryl se referindo a Brenda que na mesma hora apressou-se em sair da sala, mas não sem antes responder o insulto do recém-chegado.
- Mocoronga se eu fosse a vadia da tua mãe!
- Por favor, por favor! - Gritou Antony. - Não vão discutir aqui na minha sala! Brenda, depois termino de assinar o restante!
A recepcionista obedece e sai imediatamente, a vontade dela era furar os olhos de Daryl com a caneta que segurava, mas em vez disso, preferiu sair e começar a fofocar com os demais que a esta altura estavam ansiosos em saber alguma coisa a respeito do retorno do desafeto da maioria.
- Antony...
- Obrigado Diretor! - Diz o gestor interrompendo de forma irônica o que Daryl iria falar, continuou. - Valeu por ter me tirado daquele buraco, como foi o seu dia? Fico te devendo essa!
- Se eu não tivesse te encostado na parede, eu não estaria aqui agora! Por tanto não ha necessidade de tentar vender essa imagem de amigo.
- Eu jamais seria amigo de um excremento feito você! Não fiz isso por você realmente, por mim você poderia apodrecer lá naquele buraco! Mas vou te dizer uma coisa. Não vou ceder a outra chantagem, se acha que pode voltar a me chantagear usando o caso de Green Lake experimente e verás!
- Vai fazer o que?
- Experimente e descubra!
- Entendi. Se eu te peitar você vai fazer comigo o que fez com Leonora?
- Leonora? - O Diretor demonstrou surpresa. - O que tem ela?
- Ela foi morta por você seu estrume!
- Seu imundo! - Se levantou da sua confortável poltrona e foi encarar de perto o psicólogo. - Leonora a essas horas já deve ter cruzado a fronteira.
- A fronteira da vida? - Ironizou Daryl.
- O que você está querendo dizer?
- Não se faça de desentendido seu cretino!
- Não estou entendendo, falo sério!
- Fala sério é? - Daryl tira o celular do bolso e coloca em viva voz, a mensagem dizia, " Daryl, sou eu, Leonora. Eu não posso me demorar. Eles vão te pegar, fui ameaçada por eles, me mandaram ir para o México, mas vou tomar outro rumo, te aconselho a fazer o mesmo. Eles vão te matar, um homem me seguiu atá a estação, consegui despistá-lo. Não confie principalmente no Antony. Ele vai fazer "queima de arquivo", se cuida! "
O Diretor estava atônito, daryl percebeu que ele falava a verdade, realmente não sabia de nada.
- Quando essa mensagem chegou? - Indagou o Diretor.
- Foi ontem de manhã!
- Mas isso não prova muita coisa! - Disse Antony.
- Não prova o quê?
- Que ela possa estar morta!
- Leu os jornais de hoje?
Doutor Antony pega o jornal do estado e vai ate a pagina policial, lá havia uma matéria contando que uma hora antes do fechamento daquela edição, um corpo degolado de uma mulher identificada como Leonora Donher havia sido encontrada poucos metros fora da estrada. O corpo só foi identificado porque a menos de vinte metros do corpo havia uma passagem com o nome dela e uma fatura de cartão de crédito parcialmente queimado. O assassino queimou todos os outros documentos, provavelmente com o intuito de deixa-la sem identificação.
Antony se espanta, olha para Daryl ainda assustado e diz:
- Ele a matou! Ele desobedeceu uma ordem minha!
- Ele é um maldito maníaco! - Disse o psicólogo. - Viu com quem você foi nos envolver?
- Vou conversar com ele!
- Esse desgraçado vai tentar é matar nós dois! Só restaram você e eu, além dele que sabe sobre Green Lake.
- Ele vai se foder antes, se for esse o plano dele!
Parece que as circunstâncias estava forçando uma aliança improvável, mas que isso, talvez Leonora não fosse a unica vítima do assassino, novas dúvidas pairaram no ar, alguns segundos depois e o silêncio foi quebrado por Vinne que bateu a porta antes de abri-la cuidadosamente e pedir licença para entrar.


CONTINUA...


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